domingo, 14 de outubro de 2007

The Shivvers - Self-Titled 7" (1980)




Para fãs de Powerpop... aqui está uma obra prima! Os Shivvers, dos Estados Unidos, lançaram este single em 1980 com duas músicas que são verdadeiros clássicos.

No lado A está, provavelmente, uma das 5 melhores musicas power-pop de sempre, que até deu origem ao nome de uma compilação: Teen Line. Transpira melodia, é altamente viciante e a voz feminina aliada à qualidade de execução fazem deste tema uma verdadeira pérola. O single, esse é muito complicado de encontrar, mas há em CD uma re-edição com as várias gravações da banda.

No lado B continuamos no power-pop, aqui já com toques de punk rock. "When I Was Younger" é uma música com um refrão mais agressivo, com uma bateria mais rápida. Clássico que pode perfeitamente aparecer nas edições Killed By Death, sem perder a melodia pop que caracteriza esta banda.

Mas... para quê comentar mais este disco quando podem sacar as duas músicas aqui, cortesia do blog da Killed By Death Records (vale a pena explorar, visto que tem muita coisa de qualidade para sacar).

Teen Line
When I Was Younger

Em video:

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Powertrip - When We Cut We Bleed (1983)

Os Powertrip são das bandas mais genuinas do punk-rock californiano. Lideradas por Jeff Dahl (Angry Samoans e Vox Pop), tiveram sempre músicos de elevado nível nos instrumentos... e elevado nível de estupefacientes no corpo. Curioso o facto de, da formação clássica da banda, apenas Jeff Dahl ainda estar vivo... todos os outros faleceram com problemas relacionados com o consumo abusivo de drogas.

Voltando à música... depois de sair dos Angry Samoans, Jeff Dahl sentiu necessidade de criar um projecto novo e em boa hora o fez. Deixando de lado o Punk-quase-Hardcore dos Samoans, Dahl e companhia criaram um projecto que tinha como influências bandas como Stooges, MC5, Motorhead, Dictators e Dead Boys... e conseguiram com esse mesmo projecto lançar um álbum clássico a todos os níveis.

Lançado originalmente em 1983, "When We Cut We Bleed", apresentava 13 músicas que descarregavam energia, garra, sem perder tecnicismo e qualidade. Com Cheetah Chrome (Dead Boys) a tratar da gravação, durante todo o LP podemos ouvir o punk rock clássico à Dead Boys de "Lab Animal" ou "Powertrip", um High-Energy à Stooges/MC5 de "Into My Eyes", aquele punk rock'n'roll à Dictators de "When We Cut We Bleed", ou as músicas mais rápidas, mesmo Hardcore de "Die"ou "Have a Nice Day".

O álbum é muito bem conseguido e consegue ultrapassar toda e qualquer gravação feita pelos Angry Samoans. O original é complicado de arranjar, mas há boas re-edições com temas extra. A Triple X e a Munster fizeram o favor de trazer de novo à luz do dia este magnífico trabalho e ainda lhe incluíram como temas extra o EP auto-entitulado que conta com 4 músicas que acabam por aparecer no LP, mas com gravação diferente e formação diferente.Por fim, ambas as edições acrescentam também duas músicas ao vivo: uma versão da "Sonic Reducer" dos Dead Boys e uma música que merecia ter sido gravada em estúdio... "Armies Of The Pit" que tem tudo aquilo que um hino tem que ter...

A banda gravou ainda um segundo LP que nunca chegou a ver a luz do dia e, segundo palavras do próprio Jeff Dahl, nunca irá ver, assim como esta banda nunca se irá reunir, nem Dahl irá tocar ao vivo músicas dos Powertrip. Porquê? Dahl diz que sem os seus companheiros já falecidos nada disso faz sentido.

Um bom recado para os novos mercenários que andam por aí a fazer façanhas destas...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

The Rivals - If Only (1978-1980)


Os Rivals são uma banda britânica que iniciaram a sua carreira em 1978, terminando dois anos depois, com apenas dois EPs lançados: “Future Nights” em 1979 e o clássico “Here Comes The Night” em 1980.

Confesso que apenas conhecia a música “Here Comes The Night” das compilações Back To Front da Incognito Records da Alemanha (vale a pena checkar)... no entanto, por ser uma música simplesmente de topo, decidi arriscar e mandar vir da Detour Records o LP que foi lançado por uma tal de Bin Liner Records (e distribuído pela própria Detour) que juntava todas (?) as gravações feitas por esta banda, mestre no pop-punk.

Quando o LP me chegou às mãos pensei, ainda antes de ouvir, que seria mais uma banda com um single muito forte mas sem correspondência de qualidade no resto das músicas. Não podia estar mais enganado.

O albúm é bom do principio ao fim e não tem uma música que considere má. Conseguem misturar, com grande qualidade, o melhor do punk rock e do power-pop. A banda mais óbvia para comparações são os inevitáveis Buzzcocks. Ao longo do disco deparei-me com várias semelhanças... mas depois têm um toque mais power-pop ao nível de uns Private Dicks ou Fast Cars, o que faz do disco um must-buy! Não percam tempo, porque a edição é limitada e o disco é mesmo de topo!

Desde o Powerpop mais clássico de “Here Comes The Night” ou “Future Rights” até ao Punk Rock mais agressivo de “Flowers” ou “Can’t Help It All” encontram tudo num disco coerente e de ENORME qualidade.

Recomendo vivamente a fãs de Punk Killed By Death, Powerpop e aquele Punk britânico de 77 mais “choradinho” dos The Boys, Buzzcocks ou Undertones.

Mais informações / Comprar:
Em vinil
Em cd

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Johnny Thunders - Blame It On Mom (Ao vivo em 87 - Roxy - L.A.)

Porque os New York Dolls estiveram cá em Portugal aqui vai um tributo aos três membros já falecidos:

Jerry Nolan (bateria)
Arthur "Killer" Kane (baixo)
Johnny Thunders (guitarra)

Em Janeiro de 1987 juntaram-se os três membros dos lendários New York Dolls e deram este concerto memorável, disponível em DVD. Aqui fica um clássico de Thunders a solo: "Blame It On Mom".

Dead Boys - All This And More (Ao vivo em 77 - CBGBs)

Porque um clássico é sempre um clássico... All This And More dos Dead Boys ao vivo em 1977 no lendrário CBGB's.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Fun Things - Self-Titled EP (1980)


Este EP dos Fun Things é, provavelmente, o tesouro mais bem guardado da cena punk rock australiana, celebrizada pelos Saints, Radio Birdman, Victims, Rocks ou Leftovers.

A banda dos irmãos Shephard (que mais tarde formaram os Hoodoo Gurus e os The Monarchs) lançou apenas este EP em 1980 com 4 músicas... todas elas de topo. Sem qualquer dúvida é uma peça que toda a gente deve procurar a re-edição ou as compilações que contém as músicas.

Uma destas compilações é a Do The Pop!, mas há mais... qualquer compilação de punk rock australiano dos anos 70 vale a pena ter... Realce para o 2º volume da Muder Punk que tem o EP completo.

Voltando aos Fun Things, merecem uma descrição de cada uma das músicas.

Savage: O clássico. A música que faz erguer o punho e cantar o refrão com toda a voz disponível. Bandas como os D4, Dialtones, Gotohells ou Electric Frankenstein já a tocaram. É uma música de High-Energy Punk Rock como há poucas. Com uma energia acima da média, faz lembrar a garra dos Stooges (fase Raw Power) misturada com a velocidade de uns Dead Boys e o jogo de guitarras à Mott The Hoople.

Lipstick: Outra música rápida, mas mais melódica e, por assim dizer, "bem feitinha". Claramente fiel ao estilo mais Rock'n'Roll High Energy que o Punk Australiano tem, marca pela diferença pelo jogo de guitarras (mais uma vez à Mott The Hoople) e pela melodia de voz, aqui mais agradável e menos agressiva.

When The Birdmen Fly: A música mais melódica do EP. Simplesmente é daquelas que fica logo no ouvido e trauteia-se logo a letra à primeira audição. Na linha, mais uma vez, das influências já referidas, esta demarca-se claramente por ser orelhuda sem perder em agressividade.

(I Ain't Got) Time Enough For Love: Intro e Riff principal à Dead Boys, refrão mais cantarolável que a banda de Stiv Bators e menos agressivo. Mais uma música com claras influencias de High Energy Punk Rock, aqui com guitarras mais agressivas e menos "gingonas". A malha mais in your face do LP, podia perfeitamente ter sido gravada pelos Dead Boys, devido às semelhanças que podemos ouvir.

domingo, 22 de julho de 2007

Guilty Razors - 1978 (França)

Oriundos da França, os Guilty Razors são das pérolas perdidas do Punk Rock europeu. Lançaram um single de topo (Don't Wanna Be a Rich b/w Provocate) e logo em seguida preparavam-se para lançar um LP pela Polydor Records que foi... recusado.

Terminou assim a história de uma das mais promissoras bandas de punk rock da Europa (e das mais talentosas também, diga-se).

No entanto, já no novo século a editora francesa Seventeen teve a genial ideia de lançar o álbum que havia sido gravado em 78 e chumbado pela Polydor. E em boa hora o fizeram porque é bastante razoável.

Para quem espera um LP todo com a qualidade das músicas do single... não o vai encontrar. Vai encontrar sim mais 9 músicas de qualidade, mas com menos agressividade e com um som de guitarras que podia estar muito melhor, deambulando pelo Punk In Your Face e músicas mais arrastadas e trabalhadas.

O ponto alto do álbum é mesmo "Don't Wanna be a Rich", um tema simplesmente brutal que devia figurar nas melhores compilações de Punk Rock. No entanto, o álbum é bastante consistente e tem outras músicas bastante interessantes como as rápidas"Hurts and Noise" ou "Wake Up" ou as mais calmas "Terrorist Bad Heart" ou "Stupid".

Há poucas cópias desta re-edição (em vinil colorido) por isso apressem-se nem que seja por um motivo óbvio: o álbum tem as duas músicas que compoem o single e não o encontram facilmente nem a preços acessíveis.

No entanto, um aviso a quem espera deste disco uma bomba: oiçam com calma porque podem-se desiludir

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Eater - "No Brains" (Video)

Cá vai um video para a malta ver dos Eater, banda Inglesa que dispensa apresentações (ou devia dispensar).

Ainda assim, pertenceram à cena inglesa de 1977 e eram mesmo os mais jovens (como se pode comprovar pelo baterista de 14 anos).

Este video tem o pormenor maravilhoso da cabeça de porco em palco. Isto era punk rock no seu estado mais puro.

Enjoy!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

The Replacements - Sorry Ma, Forgot to Take Out The Trash


Continuando na senda do punk mais alternativo, chega-nos os Replacements.

Oriendos de Minneapolis, são conhecidos por terem sido uma das bandas mais bem sucedidas do panorama alternativo dos anos 80. No entanto, têm neste primeiro registo de 1981 um albúm de punk rock muito bem conseguido.

São 18 músicas que compoem este album lançado pela Restless Records, passando do punk rock agressivo da músicas como "Taking a Ride" (tema que abre o albúm) ou "Rattlesnake" ao punk mais cerebral de "Otto", com paragens intermédias com claras influências dos Clash ("Shiftless When I'm Idle") ou dos Husker-Du ("Something to Du") e ainda a balada da prache: "Johnny's Gonna Die".

Paul Westerberg começa aqui a mostrar que é um criador nato. O álbum é bastante coerente e homogéneo e é o ponto de partida para uma carreira bastante bem conseguida. Para quem gosta da banda, "Let It Be" e "Hootenanny" são outros albúns a ouvir.

Mais uma vez, em vinil apenas no E-bay se consegue encontrar. No entanto, também este albúm
teve re-edição pela própria Restless em 2002. Consegue-se encontrar no Amazon e podem ainda receber como bonus o 1º EP da banda, o clássico "The Replacements Stink" com 7 músicas na mesma onda deste primeiro albúm.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Lemonheads - "Hate Your Friends"


Este disco conheci-o bastante recentemente e foi uma agradável surpresa.
Sempre conheci os Lemonheads como uma banda de pop açucarado com alguns toques de indie. Conhecia as covers do Mrs. Robinson e do Luka, mas nunca pensei que pudessem ter raízes no Punk/Hardcore de qualidade.

Pois bem... enganei-me.

Oriundos de Boston, viram o seu primeiro álbum ser lançado pela Taang! e isto quer dizer muita coisa. Nem tudo o que esta editora lançou é bom, mas tudo vale a pena ouvir. A Taang! tornou-se famosa por editar bandas da cena Hardcore de Boston como os Gang Green ou os DYS e qual o meu espanto quando vejo que os próprios Lemonheads têm malhas de hardcore na onda das bandas que referi neste disco.

No entanto, este LP tem outras vertentes. Agradará por certo aos fãs de Husker-Du e Replacements pelos riffs punk-hardcore mesclados com algum, chamemos-lhe, psicadelismo.

Agradará também aos fãs de Buzzcocks pelas melodias pop que ouvimos pelo disco todo.

Por fim, agrada aos fãs de DYS, SSD, Fang ou Jerry's Kids pela batida Hardcore que o albúm vai apresentando.

É, portanto, um Punk-Hardcore com Pop Alternativo muito bem conseguido que tem nas músicas "Don't Wanna", "Uhhh" e "Sneakyville" os pontos altos do disco.

A edição em vinil podem procurar no E-Bay, mas o mais fácil é mesmo encontrar a re-edição em CD pela própria Taang Records que inclui Bonus-Tracks, entre eles o Ep de estreia da banda que conta com o clássico "I'm Glad I Don't Know".

Podem ouvir clips aqui: http://www.amazon.com/o/ASIN/B000000EQ6/ref=s9_asin_title_1-1966_g1/105-3229708-6313204?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&pf_rd_s=center-2&pf_rd_r=0YM3XNX6CR9D7VW0CPED&pf_rd_t=101&pf_rd_p=278240301&pf_rd_i=507846